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Breve historial

1º Presidente- Luiz da Silva Alves      1917 - 19182º Presidente- Dr. Fernando Touret (?)      1918 -3º Presidente- Dr. Eliseu Pereira Pato François     1942 - ?4º Presidente- Antonieta Belo Pamplona de Oliveira     1972 - 19764º Presidente- Dr. Viriato Machado da Costa Garrett     1976 - 19855º Presidente- Dr. Idondino de Vasconcelos     1985 - 20056º Presidente- Ana Paula Valadão dos Santos Garrett Sousa Gomes     2005 - 2008 (Presidente em exercício)7º Presidente- António de Almeida da Costa Coelho      Tomou posse em 19 de Junho de 2008.

Acta da Sessão de 10 de Fevereiro de 1917Aos dez dias de mês de Fevereiro de Mil novecentos e dezassete nesta cidade de Angra do Heroísmo e no escritório do Exmo. Sr. Thomé de Castro, sócio da  Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, se reuniram os sócios da mesma sociedade residentes nesta cidade e abaixos assinados, a convite dos sócios iniciadores Alfredo da Silva Sampaio, Thomé de Castro, Manuel Augusto dos Reis e Jácome de Bruges, servindo o primeiro de presidente e os dois seguintes de secretários, com o fim de se constituir uma Delegação distrital da mesma sociedade.Pelo Sr. Presidente foram expostas as vantagens que podem advir para o distrito com a fundação de uma Delegação da Sociedade  Portuguesa da Cruz Vermelha em harmonia com o nº 25 da organização geral dos serviços da mesma sociedade; e como o número de sócios existentes nesta cidade era superior a trinta, e havendo oferta particular para as despesas da compra de uma ambulância, por isso apresentava à assembleia geral a proposta, para se pedir a formação de uma Delegação da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha com sede nesta cidade.

Esta proposta foi unanimemente aprovada, do que se lavrou a presente acta que vai assinada por todos os sócios presentes.

Acta da Sessão de 12 de Julho de 1917Aos doze dias do mês de Julho de mil novecentos e dezassete nesta cidade de Angra do Heroísmo e no escritório do Exmo. Sr. Thomé de Castro se reuniu a Comissão iniciadora da Cruz Vermelha Portuguesa nesta cidade, sob a Presidência do Exmo. Sr. Dr. Alfredo da Silva Sampaio e Secretariado pelos Srs. Thomé de Castro e João Moniz de Sá Corte Real dos Santos. Aberta a sessão declarou o Ex, Presidente ter recebido da Comissão Central um ofício sob o nº 256 de 14 de Junho autorizando a instalação de uma delegação distrital com sede nesta cidade, e que para compor essa delegação proponha os seguintes associados; - Direcção: efectivos, presidente Exmos. Srs. Luís da Silva Alves, tesoureiro Guilherme de Sousa Ennes, secretários: João Moniz de Sá Corte Real dos Santos e Casimiro Duarte de Sousa, vogais José Narciso Parreira Coelho, Carlos Rodrigues de Sousa, António José da Silva Carvalho, João Manuel Martins e Carlos Teixeira de Azevedo. Substitutos: Dr. Alfredo da Silva Sampaio, Thomé de Castro, Manuel Augusto dos Reis, Jácome de Bruges, Álvaro de Castro de Meneses, Manuel Vieira da Silva, João de Carvalho, Aurélio Fonseca, e Francisco de Castro do Canto. Concelho Fiscal: Constantino José Cardoso, Francisco de Paula Homem da Costa Noronha e José Hipólito Mendes Franco. Substitutos: Dr. Francisco Lourenço Valadão Júnior, Francisco José da Costa Vidal e Manuel Augusto Coelho Magalhães. Pediu a palavra o Exmo. Governador Civil Exmo. Sr. Joaquim Teixeira da Silva, dizendo: que o ano passado teve o prazer de propor para a Comissão Iniciadora dos trabalhos da Delegação da Sociedade da Cruz Vermelha, os distintos cidadãos que hoje vão ser substituídos pela Direcção que acaba de ser proposta à assembleia. As pessoas que compõe a nova Direcção merecem-lhe toda a consideração e confiança, todavia, pedia licença para insistir que a referida Comissão continuasse a gerir os negócios desta Delegação. Usaram da palavra os Exmas. Srs. Dr. Alfredo da Silva Sampaio e Thomé de Castro declarando que não podiam continuar por motivos da sua vida oficial e particular, assegurando, contudo a sua incondicional cooperação sempre que ela fosse necessária a bem da benemérita Cruz Vermelha. Novamente usou da palavra o Exmo. Governador Civil, dizendo, que sentia imenso essa resolução e que aproveitava o ensejo para propor que na acta desta sessão fosse consignado um voto de agradecimento a Comissão Iniciadora pela sua acertada e zelosa administração, e designadamente ao Exmo. Sr. Thomé de Castro um voto de reconhecimento e louvor pelos seus dedicados esforços na realizção de uma corrida de touros na Praça de São João em que tomou parte, e cujo produto reverteu a favor desta instituição; e que como terceirense e sócio da Cruz Vermelha julga do seu dever prestar ao Exmo. Sr. Thomé de Castro esta homenagem de apreço e gratidão, pois o referido cavalheiro tem acentuado sempre os seus sentimentos de dedicação, generosidade e altruísmo em que tudo que representa benefício e interesse para a sua terra. Foi esta proposta unanimemente aprovada. Em seguida da palavra os Exms. Srs. Alfredo da Silva Sampaio e Thomé de Castro agradecendo reconhecidamente a homenagem que o Exmo. Governador Civil e assembleia lhe acabaram de prestar. Posta novamente á votação a proposta do Exma. Sr. Dr. Alfredo da Silva Sampaio foi unanimemente aprovada, ficando pelo prazo de três anos os cavalheiros acima descritos. Não havendo outro assunto a tratar, foi pelo Sr. Presidente encerrada a sessão de que eu João Moniz de Sá Corte Real dos Santos lavrei a presente acta que subscrevo e assino: ( Assinados Alfredo da Silva Sampaio, Thomé de Castro, João Moniz de Sá Corte Real dos Santos.Está conformeAngra do Heroísmo, 14 de Julho de 1917.

Boletim Oficial de 1943 Delegações de Guerra nas Ilhas Adjacentes e no Império ColonialPor motivo de guerra que atormenta o mundo e nas bases da alínea f) do artº 3º do Decreto citado nº 9.802, foram organizadas delegações especiais, enquanto as necessidades demonstrarem a utilidade da sua existência.A referida alínea f) do artº 3º diz:-- “ Solicitar a adopção de providências tendentes a suavizar, quanto possível, os sofrimentos dos que são feridos em combate ou feitos prisioneiros e a proteger os inválidos, as mulheres e as crianças, ainda em território inimigo, contra os males e desgraças que sempre acompanham a guerra…”.E assim foi solicitado das autoridades respectivas que em alguns pontos do território português se criassem delegações com a mesma composição das Delegações de Propaganda previstas no artº 46º do referido Decreto e que são constituídas por uma direcção composta de sete membros, sendo um presidente, um secretário, um tesoureiro e quatro vogais.Em 1943 temos as seguintes Delegações de Guerra: ANGRA ( Açores ) DIRECÇÃOPresidente:Drº Eliseu Pereira Pato François, professor do Liceu e vice-presidente da Câmara Municipal de Angra.Secretário:Jacinto da Silva Soares, funcionário público.-21-Tesoureiro:Tomé Belo de Castro, proprietário.Vogais:Francisco de Paula Morais Moniz, funcionário público.Miguel Forjáz Coelho Borges, funcionário público aposentado e jornalista.Frederico Borges de Meneses, empregado de escritório.Américo Vieira da Silva, empregado bancário.

Representações extraordinárias de GuerraAinda a Comissão Central, a fim de obter o maior número de facilidades para que sejam dadas informações de família de portugueses que vivem espalhados por todo o mundo, onde as dificuldades de correio impedem a troca de correspondência e até de documentos de grande importância, como já tantas vezes tem sucedido, resolveu solicitar a colaboração dos presidentes das Câmaras Municipais ou equivalentes, em todo o território português com o título de Representantes Extraordinários de Guerra,  o que foi aceite com a maior gentileza e, de facto com o melhor resultado, pois tês sido de grande utilidade, principalmente quando há falecimentos e é indispensável documentação para partilhas, etc.;etc.E assim a Cruz Vermelha Portuguesa com uma colaboração admirável para poder solucionar, com a maior rapidez, inúmeros casos que teriam dificíl arrumação se não fosse uma rede assim estabelecida em todo o território português de aquém e de além-mar.Correspondência expedida – 1 a 800 – 1955.

21 de Janeiro de 1955 Delegação da Cruz Vermelha PortuguesaAngra do HeroísmoExmo. Sr. PresidenteEncarrega-me S. Exª . o Presidente Nacional de enviar a V. Exª. três diplomas da Cruz Vermelha de Dedicação, que seguem em separado, com que foram agraciados: V.Exª., e os Srs. Jacinto da Silva Soares e Luís Borges Pimentel, da Direcção dessa Delegação, conforme consta da O.S. nº2/955.Mais me encarrega o mesmo Exmº Senhor de apresentar a V. Exª. os seus cumprimentos. 

Actividades das nossas Delegações Relatório de 1944 - 1946Prestaram a sua valiosa colaboração as Delegações da C.V.P. existentes à data em que eclodiu a guerra na actividade que tivemos de desenvolver desde o início do conflito para corresponder às solicitações que de todos os pontos do globo nos eram dirigidas, quer sobre remessas de víveres, quer no que respeita a pesquisas relativas a pessoas e famílias perdidas, que o terrível vendaval havia disperso por toda a parte, aos casos da sorte.Mas aquelas Delegações eram poucas para tão ingente tarefa, e assim, a C.V.P., sempre no elevado intuito de tornar o mais possível a sua acção humanitária, foi criando, à medida que o conflito alastrava, novas Delegações nos pontos mais distantes do Império Português e nomeando delegados especiais em diversos países onde a sua necessidade se fazia mais sentir.Nesta orientação, criou durante a guerra Delegações em Angra do Heroísmo ( Açores ), Horta (Açores), cidade da Praia ( Cabo Verde ), Bissau ( Guiné portuguesa ), S. Tomé ( S. Tomé e Princípe ) , Lourenço Marques ( Africa Oriental Portuguesa ), Nova Goa ( Índia portuguesa ) e Macau ( China ).Aqui se deve por em relevo, com muito reconhecimento, que esta Instituição encontrou a maior boa vontade e facilidades da parte do Ministério das Colónias para a criação daquelas Delegações.Mas não ficou por aqui a nossa iniciativa. Nomeámos representantes ou delegados em Barcelona ( Espanha ). Antuérpia ( Bélgica ), Buenos Aires (Argentina), Rio de Janeiro, São Paulo e Recife (Brasil) e em New- York    ( América do Norte ).Aquelas Delegações desenvolveram notável actividade, sendo todas dignas do mais vivo reconhecimento e apreço pela actuação que exerceram cada uma dentro das possibilidades locais na medida em que as circunstâncias o permitiam, mas apraz-nos destacar as de Lourenço Marques e Macau, que os acontecimentos puseram em condições de darem a prova da sua magnífica organização e do seu incansável esforço, não se poupando a sacrifícios de nenhuma ordem para socorrer as vítimas da guerra e minorar-lhes os sofrimentos.

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